quinta-feira, 30 de setembro de 2010

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A história da Ferrari

Fundada por um ex-piloto da Alfa Romeo, a Scudeira Ferrari só se transformou em fábrica em 1946. Desde o primeiro modelo, as Ferrari caracterizaram-se pela grande potência de seus motores e pela audácia de suas linhas.

A Ferrari - que desde 1960 assumiu a denominação Società Esercizio Fabbriche Automobili e Corse (SEFAC) - iniciou suas atividades automobilísticas no ano de 1929, sob a denominação de Scuderia Ferrari. Nesse ano, Enzo Ferrari lançou os fundamentos de uma organização que, embora tivesse como objetivo principal a manutenção dos carros de competição da Alfa* Romeo (à qual ele estava ligado também como piloto), modificava e transformava os carros, mantendo a marca Alfa Romeo e recebendo assistência técnica da própria fábrica.
Em 1939 Enzo Ferrari fundou, com sede em Módena, na região de Emília-Romanha, a Auto Avio Costruzioni, firma especializada na fabricação de máquinas operatrizes e, principalmente, de retificadoras oleodinâmicas. No ano seguinte, Ferrari construiu seu primeiro carro - a 815 -, mas não Ihe deu seu próprio nome por estar ainda vinculado à Alfa Romeo: utilizou a marca Auto Avio Costruzioni. A 815, que possuía motor de oito cilindros de 1 500 cc, construído em parte com material da Fiat, participou, sem terminar a corrida, da Mille Miglia daquele ano, pilotada por Alberto Ascari e Lotario Rangoni.
Acontecimentos ligados à II Guerra Mundial forçaram Ferrari a transferir as instalações da fábrica para Maranello, localidade a 18 km de Módena. Bombardeada em 1944 e 1945, a indústria sofreu completa reestruturação, passando a produzir automóveis.
O projeto do primeiro carro construído exclusivamente pela Ferrari data de 1945. Com ele - a 125 GT - iniciou-se uma longa série de carros de competição, baseados em diferentes esquemas técnicos, que se imporiam em todos os circuitos do mundo. Ao lado da 125 GT, a Ferrari lançou, um ano depois, a 125 S, que, pilotada por Franco Cortese, estreou a 11 de maio de 1947 no circuito de Piacenza. Cortese liderou a prova até faltarem três voltas para o final, quando um defeito na bomba de gasolina o obrigou a se retirar. Pouco depois, a 125 S venceu o GP de Roma, disputado no circuito de Caracalla, e a prova do circuito de Vercelli.
A característica principal desse carro - o motor de doze cilindros em V de 60º, com diâmetro (55 mm) maior que o curso do pistão (52,5 mm), projetado por Gioacchino Colombo e Luigi Bazzi - revelava uma tendência técnica que se consolidaria definitivamente nos motores de competição e grã-turismo. Com eixo comando de válvulas na cabeça e relação de compressão de 8,5:1, esse motor Ferrari proporcionava potência de 100 cv a 7000 rpm. O carro tinha peso total de 750 kg e alcançava 150 km/h. Ainda durante a temporada esportiva de 1947, Ferrari modificou substancialmente esse motor, apresentando uma versão de maior cilindrada (58 x 59 mm; 125 cv a 7 000 rpm), utilizada na 159 S. Na primeira corrida que disputou - em Pescara, pilotado por Cortese -, esse carro obteve o segundo lugar na classificação geral, fazendo a volta mais rápida, à média de 127 km/h.
Em seu primeiro ano de atividade esportiva , a Ferrari venceu sete das quatorze provas que disputou (quatro vezes com Cortese, duas com Nuvolari e uma com Sommer).
Um dos projetos de Enzo Ferrari - criar diversos tipos de automóveis para cada especialidade - começou a se concretizar em 1948, com a criação de um monoposto de GP, a 125 F 1 (1500 cc). O novo motor de doze cilindros em V de 60º tinha potência de 230 cv a 7 000 rpm graças a um compressor Roots de um estágio. Com três carros, pilotados por Farina, Bira e Sommer, esse modelo estreou no GP da Itália daquele ano, competindo no circuito de Valentino, em Turim. Depois de intensa disputa com a Maserati de Villoresi, a Ferrari de Sommer conquistou o terceiro lugar.
No mesmo ano, a empresa modificou os motores de doze cilindros de 1900 cc e construiu uma nova série de carros, sob a sigla 166, que compreendia a S, a F 2, a Inter e a MM. Em todos os modelos aumentou-se a cilindrada para 1995 cc. As potências variavam dos 115 cv a 6000 rpm da Inter - o primeiro grã-turismo da Ferrari - aos 160 cv a 7 000 rpm da F 2, primeiro carro equipado com o motor Ferrari de relação de compressão 10:1.
Aurelio Lampredi - que substituíra Gioacchino Colombo no início de 1948 - projetou nova versão da 166 S, a FL ou Fórmula Livre (310 cv a 7000 rpm), e modificou a 125 F1, equipando-a com compressor Roots de duplo estágio e suspensão traseira De Dion.
Os níveis de consumo muito elevados do motor de doze cilindros com compressor convenceram Enzo Ferrari que, para poderem competir com as Alfa Romeo - estas, na época, dominavam as corridas de F1 , seus carros não precisariam usar motores superalimentados. Conforme os regulamentos então vigentes, na F 1 podia-se utilizar compressores somente até 1500 cc; sem compressores, a cilindrada podia atingir os 4500 cc. A Ferrari alcançou aos poucos o limite da cilindrada, primeiro com um doze cilindros em V de 600 de 3 322 cc (300 cv a 7 300 rpm), depois com um 4101 cc (335 cv a 7 000 rpm) e finalmente com um 4 493 cc (350 cv a 7000 rpm). Eles receberam, respectivamente, os nomes de 275 F 1, 340 F 1 e 375 F 1. (Os números indicavam a cilindrada unitária dos motores.)
Com a 166 S, Clemente Biondetti venceu as Mille Miglia de 1948 e 1949, e Luigi Chinetti, a primeira 24 Horas de Le Mans do pós-guerra. Giovanni Bracco, também com a 166 S, venceu a Biella-Oropa e a Vermicino-Rocca di Papa (corridas de subida de montanha) de 1949. Uma 195 S com motor de 2341 cc, pilotada pelo não-profissional Giannino Marzotto, venceu a Mille Miglia de 1950.
Esse intenso período de atividade esportiva caracterizou-se pela marcante evolução técnica das Ferrari. A 195 S, derivada da 166 S, deu origem à 212 F 1, à 212 Inter, à 212 Export (Z 562 cc), à 225 S (2 715 cc) e à 250 S (2 953 CC). O abandono dos motores superalimentados - a 125 F 1 correu pela última vez no GP da Bélgica de 1950 - permitiu à Ferrari construir simultaneamente modelos de competição para várias modalidades, às vezes limitando a participação de um tipo de carro a um número reduzido de provas.
A 275 F 1 - preparada desde 1948 e lançada em 1950 - competiu pela primeira vez no circuito de Spa-Francorchamps, pela segunda no de Genebra e pela terceira em Monza, no GP da Itália. Neste último, Ascari, mesmo obrigado a se retirar, conquistou o segundo lugar na classificação geral, pilotando o carro de Serafini.
Depois de receber várias modificações no inverno de 1950/51 - motor de dupla ignição, relação de compressão 11:1 e potência elevada para 360 cv 7 300 rpm -, a 375 F 1 deu à Ferrari sua primeira vitória no Campeonato Mundial: com ela, Froilan González venceu o GP da Grã-Bretanha em Silverstone (14 de julho de 1951).
Em 1952 Alberto Ascari disputou as 500 milhas de Indianápolis ao volante de uma Ferrari 4 500. Não terminou a corrida devido à quebra de uma roda. No mesmo ano surgiu a 500 F 2, primeira Ferrari de quatro cilindros. Seu motor, de maior torque motriz, destinava-se à nova F 1 - que em 1954 se limitaria a 2500 cc de cilindrada. Buscavam-se também, com ele, novas soluções para a F 2. (Desde 1948 a Ferrari obtivera quatorze vitórias e oito segundos lugares na F 2; em 1951 seu motor F 2 de doze cilindros recebera duplo eixo comando de válvulas na cabeça e suspensão De Dion.) Em consequência de seu baixo nível de consumo, ótimos freios (semelhantes aos do monoposto de 4 500 cc) e bom equilíbrio geral - demonstrado pelo reduzido desgaste dos pneus, a 500 F2 cobria toda a distância de uma competição de GP sem parar no box.
O torque da 500 F 2 - com a qual se conseguiu, pela primeira vez, atingir os 100 cv/l nos motores aspirados -permitiu substituir o câmbio de cinco marchas por um de quatro. Seu excelente rendimento confirmou-se com a média de Farina em Nurburgring (135 km/h, em 1953), superior à de Caracciola com o Mercedes 5000, em 1937, e à de Ascari com a Ferrari 4 500, em 1951.
A 500 F 2 transformou-se em formidável trunfo para a Ferrari: devido à falta de monopostos de 1500 e 4 500 cc - acentuada pela retirada da Alfa Romeo -, disputaram-se os campeonatos mundiais de 1952 e 1953 com carros de F 2. Ascari sagrou-se bicampeão mundial e obteve dezesseis das 31 vitórias conseguidas pela 500 F 2. (Dela se produziram doze unidades, seis das quais utilizadas pela equipe oficial da fábrica.)
Em 1953 prosseguiu a construção de carros grã-turismo iniciada no ano anterior. Após a Ghia, Vignale, Touring, Boano e Ellena, a Pininfarina passou a encarroçar as Ferrari. O programa comercial Pininfarina-Ferrari iniciou-se com a 195 Inter (que usou o mesmo motor de 2 341 cc do carro que vencera a Mille Miglia de 1950), seguindo-se a 212 Export (2 562 cc) e sua versão spider com motor de 2 715 cc, a 225 S. Surgiram depois a 212 Inter - um cabriolé de dois lugares -, sua versão cupê também de dois lugares - e a spider 375 América, primeira barchetta construída pela Pininfarina para a Ferrari.
De 1951 a 1953, até que entrasse em vigor a nova F 1, a Ferrari construiu 21 diferentes tipos de motores. Predominavam os de doze cilindros, derivados do motor da 125 GT. Villoresi, Bracco e novamente Giannino Marzotto venceram as Mille Miglia de 1951, 1952 e 1953 com Ferrari. Além dos dois titulos mundiais de Ascari (1952 e 53), a Ferrari venceu o primeiro Campeonato Mundial de Marcas (1953).
A empresa conservava a mesma estrutura inicial: de 1947 a 1953 seu quadro de funcionários aumentou somente de 241 para 269, e a produção, de três para 57 unidades.
De 1954 a 1960 só se admitiam na F 1 carros com motores aspirados até 2 500 cc ou superalimentados até 750 cc. A Ferrari lançou o monoposto 625 F 1 com motor de quatro cilindros derivado da 500 F 2. Esse motor, colocado experimentalmente no carro de Taruffi no GP de Bari de 1951, deu-lhe o terceiro lugar nessa competição. No GP da Itália de 1953 estreou como carro de F 2 (2 000 cc) - com a sigla 553 F 2, pilotada por Maglioli e Cariní - a Squalo, nome sugerido pelos dois tanques laterais colocados entre os eixos (à semelhança das barbatanas do esqualo).
Essa disposição dos tanques fazia com que as variações do nível de gasolina modificassem o mínimo possível a distribuição de pesos do veículo. No GP de Siracusa de 1954 González pilotou uma nova Squalo, a 555 F 1. Esse monoposto também tinha motor de quatro cilindros, um pouco diferente do motor da 625 F 1. O rendimento insatisfatório da 625 F 1 e da 555 na primeira parte da temporada de 1954 levou à construção de um novo motor (79,5 x 100 mm), um híbrido do bloco da 625 F 1 e do cabeçote da 555, que estreou numa corrida em Rouen, com Mike Hawthorn. Uma 625 F 1 deste último tipo, pilotada por González, venceu o GP da Inglaterra de 1954, derrotando os Mercedes, que participavam pela segunda vez de uma corrida naquele ano. Pilotada por Hawthorn, a Squalo venceu o GP da Espanha em Barcelona.
Em 1455, com uma 625 S modificada, Trintignant venceu o GP de Mônaco. Esse carro disputou sua última corrida no GP da Grã-Bretanha. A Squalo, que se tornou Supersqualo após receber novo chassi e mais um tanque traseiro (além dos laterais), encerrou sua carreira no GP da Itália daquele ano. Além dos inconvenientes técnicos verificados - que determinaram a volta ao antigo motor de quatro cilindros (90 x 94 mm) -, Ascari e Villoresi haviam deixado a Ferrari no início de 1954, passando a integrar a equipe da Lancia.

domingo, 19 de setembro de 2010

Cinema em casa uma pedida perfeita

Temos todos os gêneros acesse e confira 

Estabelecer marcos históricos é sempre perigoso e arbitrário, particularmente, no campo das artes. Inúmeros fatores concorrem para o estabelecimento de determinada técnica, seu emprego, práticas associadas e impacto numa ordem cultural. Aqui serão apresentados alguns, no intuito de melhor conhecer esta complexa manifestação estética a qual muitos chamam de a 7ª Arte. De fato, a data de 28 de Dezembro de 1895, é especial no que refere ao cinema, e sua história. Neste dia, no Salão Grand Café, em Paris, os Irmãos Lumière fizeram uma apresentação pública dos produtos de seu invento ao qual chamaram Cinematógrafo. O evento causou comoção nos 30 e poucos presentes, a notícia se alastrou e, em pouco tempo, este fazer artístico conquistaria o mundo e faria nascer uma indústria multibilionária. O filme exibido foi L'Arrivée d'un Train à La Ciotat.

Índice

 [esconder]

[editar]Nascimento

Hoje em dia, o cinema baseia-se em projeções públicas de imagens animadas. O cinema nasceu de várias inovações que vão desde o domínio fotográfico até a síntese do movimento utilizando a persistência da visão com a invenção de jogos ópticos. Dentre os jogos óticos inventados vale a pena destacar o thaumatrópio (inventado entre 1820 e 1825 por William Fitton), fenacistoscópio (inventado em 1829 por Joseph-Antoine Ferdinand Plateau), zootropo (em 1834 por Will George Horner) e praxinoscópio (em 1877 por Emily Reynaud). Em 1888, Emily Reynaud melhorou sua invenção e começou projetar imagens no Musée Grévin durante 10 anos.
Em 1876, Edward, James e Muybridge fez uma experiência: primeiro colocou 12 e depois 24 câmeras fotográficas ao longo de um hipódromo e tirou várias fotos da passagem de um cavalo. Ele obteve assim a decomposição do movimento em várias fotografias e através de um zoopraxinoscópio pode recompor o movimento. Em 1882, Étienne-Jules Marley melhorou o aparelho de Muybridge. Em 1888, Louis Aimée Augustin Le Prince filmou uma cena de cerca de 2 segundos mas a fragilidade do papel utilizado fez com que a projeção ficasse inadequada.
Will, Kennedy, Laurent e Dickson, chefe engenheiro da Edison Laboratories, inventou uma tira de celulóide contendo uma sequência de imagens que seria a base para fotografia e projeção de imagens em movimento. Em 1891Thomas Edison inventou o cinetógrafo e posteriormente o cinetoscópio. O último era uma caixa movida a eletricidade que continha a película inventada por Dickson mas com funções limitadas. O cinetoscópio não projetava o filme.
Programa da primeira exibição
Baseado na invenção de Edison, Auguste e Louis Lumière inventaram o cinematógrafo, um aparelho portátil que consistia num aparelho três em um (máquina de filmar, de revelar e projetar). Em 1895, o pai dos irmãos Lumière, Antoine, organizou uma exibição pública paga de filmes no dia 28 de dezembro no Salão do Grand Café de Paris. A exposição foi um sucesso. Este dia, data da primeira projeção pública paga, é comumente conhecida como o nascimento do cinema mesmo que os irmãos Lumière não tenham reivindicado para si a invenção de tal feito. Porém, as histórias americanas atribuem um maior peso a Thomas Edison pela invenção do cinema, quando na verdade o que ele fez foi pegar pequenos videos e exibi-los em maquinas caça-níquel, e para não perder tal fonte lucrativa sempre foi contra a exibição dos filmes em grandes salas.
Os irmãos Lumière enviaram ao mundo, a fim de apresentar pequenos filmes, os primeiros registros como um início do cinema amador. "Sortie de l'usine Lumière à Lyon" (ou "Empregados deixando a Fábrica Lumière") é tido como o primeiro audiovisual exibido na história, sendo dirigido e produzido por Louis Lumière. Do mesmo ano, ainda dos irmãos Lumiére o filme "The Sprinkler Sprinkled", uma pequena comédia. Menos de 6 meses depois, Edison projetaria seu primeiro filme, "Vitascope".

Experiência de Eadweard Muybridge
Animação

[editar]Cinema mudo

Desde o início, inventores e produtores tentaram casar a imagem com um som sincronizado. Mas nenhuma técnica deu certo até a década de 20. Assim sendo, durante 30 anos os filmes eram praticamente silenciosos sendo acompanhados muitas vezes de música ao vivo, outras vezes de efeitos especiais e narração e diálogos escritos presentes entre cenas.

[editar]Desenvolvimento e negócio

O ilusionista francês, Georges Méliès começou a exibir filmes em 1896, quando ganhou uma "filmadora". Ele foi pioneiro em alguns efeitos especiais. Seu filme "Le Voyage dans la Lune" (ou "Viagem à Lua") de apenas 14 minutos foi o primeiro a tratar sobre o assunto de alienígenas.
Edwin S. Porter que se tornou camaraman de Thomas Edison usou pela pirmeira vez a técnica de edição de imagens. Em seu filme "Life of an American Fireman" de 1903 é possível ver duas imagens diferentes mas que ocorreram simultâneamente, a visão de uma mulher sendo resgatada por um bombeiro e a mesma cena com a visão do bombeiro resgatando a mulher. Em "The Great Train Robbery"(1903), um dos primeiros westerns do cinema, o grande legado foi o "cross-cutting" com imagens simultâneas em diferentes lugares. Mas o mais importante em Porter, foi que o final do filme "The Great Train Robbery" teve que ser mudado, por motivos morais e éticos, visto que originalmente os bandidos se saiam bem no final, o que passava uma idéia de impunidade ao povo, se mostrava a partir dai, um cinema "educador".
O desenvolvimento de filmes fez crescer os nickelodeons, pequenos lugares de exibição de filmes onde se pagava o ingresso de 1 nickel.Onde se juntavam uma grande quantidade de pessoas, chamando a atenção da elite para o poder de influencia daquelas exibições. O filmes também começaram a crescer em duração. Antes um filme durava de 10 a 15 minutos. Em 1906, o filme australiano "The Story of the Kelly Gang" tinha 70 minutos sendo lembrado até hoje como o primeiro longa metragem da história do cinema. Depois do filme australiano, a Europa começou a produzir filmes até mais longos: "Queen Elizabeth" (filme francês de 1912), "Quo Vadis?" (filme italiano de 1913) e "Cabiria" (filme italiano de 1914, este último com 123 minutos de duração.
Imagem do polêmico filme "The Birth of a Nation"
Pelo lado americano, o diretor D. W. Griffith conseguia destaque. Seu filme, "The Birth of a Nation" (ou "O Nascimento de uma nação") de 1915, foi considerado um dos filmes mais populares da época do cinema mudo, causou polêmica porque foi mal-interpretado, onde um simples retrato da sociedade americana foi considerado uma glorificação da escravatura, segregação racial e promoção do aparecimento da Ku Klux Klan e Intolerance (1916) já "Intolerance: Love's Struggle Throughout the Ages" (ou "Intolerância") é considerado uma das grandes obras do cinema mudo, apesar da grande massa nao ter entendido a proposta de quatro historias simultaneas, achando o filme muito confuso.
Em 1907, os irmãos Lafitte criaram os filmes de arte na França com a intenção de levar as classes mais altas ao cinema já que estes pensavam ser o cinema para classes menos educadas.

[editar]Hollywood

Até esta época, Itália e França tinham o cinema mais popular e poderoso do mundo mas com a Primeira Guerra Mundial, a indústria européia de cinema foi arrasada. Os Eua começaram a destacar-se no mundo do cinema fazendo e importando diversos filmes. Thomas Edison tentou tomar o controle dos direitos sobre a exploração do cinematógrafo. Alguns produtores independentes emigraram de Nova York à costa oeste em pequeno povoado chamado Hollywoodland, graças a Griffith, que já o sugeria. Lá encontraram condições ideais para rodar: dias ensolarados quase todo ano, diferentes paisagens que puderam servir como locações e quase todos as etnias como, negros, brancos, latinos, indianos, indios orientais e etc, um "banquete" de coadjvantes. Assim nasceu a chamada "Meca do Cinema", e Hollywood se transformou no mais importante centro da industria cinematográfica do planeta.
Nesta época foram fundados os mais importantes estúdios de cinema (Fox, Universal, Paramount) controlados por judeus (Daryl Zanuck, Samuel Bronston, Samuel Goldwyn, etc.) que viam o cinema como um negócio. Lutaram entre si e as vezes para competir melhor, juntaram empresas assim nasceu a 20th Century Fox (da antiga Fox) e Metro Goldwyn Meyer (união dos estúdios de Samuel Goldwyn com Louis Meyer). Os estúdios encontraram diretores e atores e com isso nasceu o "star system", sistema de promoção de estrelas e com isso, de ideologias e pensamentos de Hollywood.
Começaram a se destacar nesta época comédias de Charlie Chaplin e Buster Keaton, aventuras de Douglas Fairbanks e romances de Clara Bow. Foi o próprio Charles Chaplin e Douglas Fairbanks junto a Mary Pickford e David Wark Griffith que acabaram criando a United Artist com o motivo de desafiar o poder dos grandes estúdios.

[editar]O cinema no mundo

Em alternativa a Hollywood existiam vários outros lugares que investiam no cinema e contribuiam para seu desenvolvimento.
Na França, os cineastas entre 1919 e 1929 começaram um estilo chamado de Cinema Impressionista Francês ou cinema de vanguarda (avant garde em francês). Se destacaram nesta época o cineasta Abel Gance com seu filme épico "J’Accuse" e Jean Epstein com seu filme "A queda da casa de Usher" de 1929
Na Alemanha surgiu o expressionismo alemão donde se destacam os filmes "Das Cabinet des Dr. Caligari" ("O gabinete do doutor Caligari") de 1920 do diretor Robert Wiene,"Nosferatu""Phantom" ambos de 1922 e do diretor Friedrich Wilhelm Murnau e Metrópolis de Fritz Lang de 1929.
Na Espanha surgiu o cinema surrealista donde se destacou o diretor Luis Buñel"Un Perro andaluz" (ou "Um Cão Andaluz" em português) de 1928 foi o filme que mais representou o cinema surrealista de Buñel.
Na Rússia se destacou o cineasta Serguei Eisenstein que criou uma nova técnica de montagem, chamada montagem intelectual ou dialéctica. Seu filme de maior destaque foi "The Battleship Potemkin" (ou br: "O Encouraçado Potemkin", pt: "O Couraçado Potemkin") de 1925.
Infelizmente, cerca de 90% dos filmes mudos se perderam. De fato, a maioria dos filmes mudos foi derretida a fim de recuperarem o nitrato de prata, um componente caro.


ORIGEM - Indícios históricos e arqueológicos comprovam que é antiga a preocupação do homem com o registro do movimento. O desenho e a pintura foram as primeiras formas de representar os aspectos dinâmicos da vida humana e da natureza, produzindo narrativas através de figuras. O jogo de sombras do teatro de marionetes oriental é considerado um dos mais remotos precursores do cinema. Experiências posteriores como a câmara escura e a lanterna mágica constituem os fundamentos da ciência óptica, que torna possível a realidade cinematográfica.

[editar]A era do som

Até então já haviam sido feitos experimentos com som mas com problemas de sincronização e amplificação. Em 1926, a Warner Brothers introduziu o sistema de som Vitaphone (gravação de som sobre um disco) até que em 1927, a Warner lançou o filme "The Jazz Singer", um musical que pela primeira vez na história do cinema possuia alguns dialogos e cantorias sincronizados aliados a partes totalmente sem som; então em 1928 o filme "The Lights of New York" ,(também da Warner), se tornaria o primeiro filme com som totalmente sincronizado. O som gravado no disco do sistema Vitaphone foi logo sendo substituído por outro sistema como o Movietone da Fox, DeForest Phonofilm e Photophone da RCA com sistema de som no próprio filme.
O Beijo, lançado em 1929 e protagonizado pela atriz sueca Greta Garbo, foi o último filme mudo da MGM e o último da história de Hollywood, com exceção de duas jóias raras de Chaplin: Luzes da Cidade e Tempos Modernos.
No final de 1929, o cinema de Hollywood já era quase totalmente falado. No resto do mundo, por razões economicas, a transição do mudo para o falado foi feito mais lentamente. Neste mesmo ano já lançado grandes filmes falados como "Blackmail" de Alfred Hitchcock (o primeiro filme inglês falado), "Applause" do diretor Rouben Mamoulian (um musical em preto e branco) e "Chinatown Nights" de William Wellman (mesmo diretor de "Uma estrela nasce" de 1937). Foi também no ano de 1929 criado o prêmio Oscar ou Prêmios da Acadmia que serve até os dias atuais como premiação aos melhores do cinema.

[editar]Criatividade

O uso do som fez com que o cinema se diversificasse mais em termos de gêneros nascia entre eles o musical algumas comédias. E com a junção dos dois surgia a comédia musical.
Filmes históricos ou bíblicos na maioria das vezes caminharam de mãos dadas. Dentre os que misturavam este dois gêneros se destacaram "Os dez mandamentos" (versão original de1923), "Rei dos Reis" de 1932 e Cleopatra de 1934.
Filmes de gangsters se tornaram populares como por exemplo "Little Caesar" e "The Public Enemy" ambos de 1931. Este tipo de filme foi fortemente influenciado pelo Expressionismo Europeu. Talvez o ator que mais se destacou neste gênero foi Humphrey Bogart.
O gênero ficção cinetífica já existente desde o cinema mudo foi se desenvolvendo cada vez mais com a produção de clásicos como "Drácula" (com Bela Lugosi) de 1931 e"Frankenstein" (com Boris Karloff) do mesmo ano.
duplo sentido com conotações sexuais de Mae West em "She Done Him Wrong" de 1933. A comédia anarquica sem sentido dos Irmãos Marx.
Em 1939 os maiores êxitos do cinema foram "O Maravilhoso Mágico de Oz" e o "Gone with the Wind" (pt: "E tudo o vento levou"; br: "E o vento levou").
Na Itália foi criada a Cinecittà por ordem de Mussolini em 1937. Na América Latina se destacaram o mexicano Cantinflas e a luso-brasileira Carmem Miranda. Carmem Miranda estreou no filme "Alô, Alô Carnaval" de 1936 mas conseguiria sucesso internacional na década seguinte atuando em Hollywood.

[editar]Anos 40

O filme "Casablanca" de 1943
Segunda Guerra Mundial fez com que a Inglaterra e Estados Unidos produzissem vários filmes com apelo patriota e que serviram de propaganda de guerra. Haviam também já no final da guerra filmes antinazistas. Dentre os filmes que retrataram a época da guerra se destacou o popular "Casablanca" de 1943 com o ator Humphrey Bogart.
No começo da década, o diretor Orson Welles lançou o filme "Citizen Kane" (em Portugal, "O Mundo a seus Pés"; no Brasil, "Cidadão Kane") com inovações como ângulos de filmagem e narrativa não linear. Em 1946, o diretor Frank Capra lançou o filme "It's a wonderful life". Ambos os filmes estão classificados entre os melhores de todos os tempos.
No ano de 1947, o Comitê de Segurança dos Estados Unidos fez a primeira lista negra de Hollywood acusando 10 diretores e escritores de promover propaganda comunista. Os filmes "Mission to Moscow" e "Song of Russia" foram considerados propaganda pró-soviética.
Na Itália nascia o Neo-realismo como reação ao cinema facista do regime de Mussolini, e buscava a máxima naturalidade, com atores não profissionais, iluminação natural e com uma forte crítica social. Se considera inaugurado o gênero com "Roma, cidade aberta" (de 1945), ainda que se considera como seu maior representante "Ladrão de bicicletas" de Vittorio de Sica.

[editar]Anos 50

O Comitê de Segurança amplia a lista negra incluindos diretores, atores e escritores incluindo até mesmo Charles Chaplin.
O início da década de 50 marcou para a chanchada brasileira uma enorme reviravolta. Embora a Atlântida tenha se consagrado na década anterior como uma das mais fortes indústrias cinematográficas do país, ainda assim as produções eram um tanto desleixadas. Os estúdios estavam mal acomodados, os equipamentos sem a manutenção necessária e os atores recebiam quantias ínfimas pelo árduo trabalho de interpretar em condições precárias. No fim da década 40, mais precisamente no ano 47, o sucesso das chanchadas trouxeram para a Atlântida uma série de novos investidores, interessados principalmente em participar dos lucros da empresa, então ainda sob a administração dos irmãos Burle e Moacyr Fenelon. Entra em cena nesta altura um personagem que será fundamental na consolidação das produções da Atlântida na década de 50: Luís Severiano Ribeiro Jr.. Severiano entrou juntamente com vários outros empresários nos investimentos em produções, que a ele principalmente interessavam por seu domínio em pelo menos 40% das salas de exibição no Brasil. Assim, ele poderia participar dos lucros de uma forma muito maior. A grande surpresa veio, ainda em 1947, quando noticiaram que Severiano havia comprado uma grande quantia de ações da Atlântida, tornando-se acionista majoritário e, consequentemente, dono da companhia.
Os filmes 3-D porém duraram pouco tempo, de 1952 até 1954 dentre os quais se destacou o filme "House of Wax" de 1953.
No final da década de 50 surgia na França o maravilhoso nouvelle vague donde se destacaram Claude ChabrolJean-Luc Godard ("O Acossado") e François Truffaut ("Os Imcompreendidos").
cinema da Índia era produzido em grande escala mas no ano de 1955 pela primeira vez ganhou reconhecimento internacional com o filme "Pather Panchali" (ou "A canção do caminho").

[editar]Anos 60

Nos anos 60 o sistema Hollywood começou a entrar em declínio. Muitas produções passaram a ser feitas em Pinewood Studios na Inglaterra e Cinecittà na Itália ficando fora de Hollywood. "Mary Poppins" de 1964 da Walt Disney Productions, "My Fair Lady" também de 64 e "The Sound of Music" (br: A noviça rebelde — pt: Música no coração) de 1965 estão entre os filmes mais rentáveis da década.
Iniciado pelo diretor John Cassavetes, o cinema americano passou a tomar novos rumos com a produção independente com orçamento reduzido.
Na França o destaque ficou para "Jules e Jim" de 1962 (br: "Uma mulher para dois" do diretor François Truffaut). Na Itália foi o filme "La dolce Vita" de Federico Fellini de 1960. Na Inglaterra o destaque ficou para o início da série de filmes de 007 com o filme "Dr.No" em 1962. Na América Latina o maior destaque ficou por conta da Argentina e do diretor Fernando Solanas.
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