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| A história da Ferrari | |||
| A Ferrari - que desde 1960 assumiu a denominação Società Esercizio Fabbriche Automobili e Corse (SEFAC) - iniciou suas atividades automobilísticas no ano de 1929, sob a denominação de Scuderia Ferrari. Nesse ano, Enzo Ferrari lançou os fundamentos de uma organização que, embora tivesse como objetivo principal a manutenção dos carros de competição da Alfa* Romeo (à qual ele estava ligado também como piloto), modificava e transformava os carros, mantendo a marca Alfa Romeo e recebendo assistência técnica da própria fábrica. Em 1939 Enzo Ferrari fundou, com sede em Módena, na região de Emília-Romanha, a Auto Avio Costruzioni, firma especializada na fabricação de máquinas operatrizes e, principalmente, de retificadoras oleodinâmicas. No ano seguinte, Ferrari construiu seu primeiro carro - a 815 -, mas não Ihe deu seu próprio nome por estar ainda vinculado à Alfa Romeo: utilizou a marca Auto Avio Costruzioni. A 815, que possuía motor de oito cilindros de 1 500 cc, construído em parte com material da Fiat, participou, sem terminar a corrida, da Mille Miglia daquele ano, pilotada por Alberto Ascari e Lotario Rangoni. Acontecimentos ligados à II Guerra Mundial forçaram Ferrari a transferir as instalações da fábrica para Maranello, localidade a 18 km de Módena. Bombardeada em 1944 e 1945, a indústria sofreu completa reestruturação, passando a produzir automóveis. O projeto do primeiro carro construído exclusivamente pela Ferrari data de 1945. Com ele - a 125 GT - iniciou-se uma longa série de carros de competição, baseados em diferentes esquemas técnicos, que se imporiam em todos os circuitos do mundo. Ao lado da 125 GT, a Ferrari lançou, um ano depois, a 125 S, que, pilotada por Franco Cortese, estreou a 11 de maio de 1947 no circuito de Piacenza. Cortese liderou a prova até faltarem três voltas para o final, quando um defeito na bomba de gasolina o obrigou a se retirar. Pouco depois, a 125 S venceu o GP de Roma, disputado no circuito de Caracalla, e a prova do circuito de Vercelli. A característica principal desse carro - o motor de doze cilindros em V de 60º, com diâmetro (55 mm) maior que o curso do pistão (52,5 mm), projetado por Gioacchino Colombo e Luigi Bazzi - revelava uma tendência técnica que se consolidaria definitivamente nos motores de competição e grã-turismo. Com eixo comando de válvulas na cabeça e relação de compressão de 8,5:1, esse motor Ferrari proporcionava potência de 100 cv a 7000 rpm. O carro tinha peso total de 750 kg e alcançava 150 km/h. Ainda durante a temporada esportiva de 1947, Ferrari modificou substancialmente esse motor, apresentando uma versão de maior cilindrada (58 x 59 mm; 125 cv a 7 000 rpm), utilizada na 159 S. Na primeira corrida que disputou - em Pescara, pilotado por Cortese -, esse carro obteve o segundo lugar na classificação geral, fazendo a volta mais rápida, à média de 127 km/h. Em seu primeiro ano de atividade esportiva , a Ferrari venceu sete das quatorze provas que disputou (quatro vezes com Cortese, duas com Nuvolari e uma com Sommer). Um dos projetos de Enzo Ferrari - criar diversos tipos de automóveis para cada especialidade - começou a se concretizar em 1948, com a criação de um monoposto de GP, a 125 F 1 (1500 cc). O novo motor de doze cilindros em V de 60º tinha potência de 230 cv a 7 000 rpm graças a um compressor Roots de um estágio. Com três carros, pilotados por Farina, Bira e Sommer, esse modelo estreou no GP da Itália daquele ano, competindo no circuito de Valentino, em Turim. Depois de intensa disputa com a Maserati de Villoresi, a Ferrari de Sommer conquistou o terceiro lugar. No mesmo ano, a empresa modificou os motores de doze cilindros de 1900 cc e construiu uma nova série de carros, sob a sigla 166, que compreendia a S, a F 2, a Inter e a MM. Em todos os modelos aumentou-se a cilindrada para 1995 cc. As potências variavam dos 115 cv a 6000 rpm da Inter - o primeiro grã-turismo da Ferrari - aos 160 cv a 7 000 rpm da F 2, primeiro carro equipado com o motor Ferrari de relação de compressão 10:1. Aurelio Lampredi - que substituíra Gioacchino Colombo no início de 1948 - projetou nova versão da 166 S, a FL ou Fórmula Livre (310 cv a 7000 rpm), e modificou a 125 F1, equipando-a com compressor Roots de duplo estágio e suspensão traseira De Dion. Os níveis de consumo muito elevados do motor de doze cilindros com compressor convenceram Enzo Ferrari que, para poderem competir com as Alfa Romeo - estas, na época, dominavam as corridas de F1 , seus carros não precisariam usar motores superalimentados. Conforme os regulamentos então vigentes, na F 1 podia-se utilizar compressores somente até 1500 cc; sem compressores, a cilindrada podia atingir os 4500 cc. A Ferrari alcançou aos poucos o limite da cilindrada, primeiro com um doze cilindros em V de 600 de 3 322 cc (300 cv a 7 300 rpm), depois com um 4101 cc (335 cv a 7 000 rpm) e finalmente com um 4 493 cc (350 cv a 7000 rpm). Eles receberam, respectivamente, os nomes de 275 F 1, 340 F 1 e 375 F 1. (Os números indicavam a cilindrada unitária dos motores.) Com a 166 S, Clemente Biondetti venceu as Mille Miglia de 1948 e 1949, e Luigi Chinetti, a primeira 24 Horas de Le Mans do pós-guerra. Giovanni Bracco, também com a 166 S, venceu a Biella-Oropa e a Vermicino-Rocca di Papa (corridas de subida de montanha) de 1949. Uma 195 S com motor de 2341 cc, pilotada pelo não-profissional Giannino Marzotto, venceu a Mille Miglia de 1950. Esse intenso período de atividade esportiva caracterizou-se pela marcante evolução técnica das Ferrari. A 195 S, derivada da 166 S, deu origem à 212 F 1, à 212 Inter, à 212 Export (Z 562 cc), à 225 S (2 715 cc) e à 250 S (2 953 CC). O abandono dos motores superalimentados - a 125 F 1 correu pela última vez no GP da Bélgica de 1950 - permitiu à Ferrari construir simultaneamente modelos de competição para várias modalidades, às vezes limitando a participação de um tipo de carro a um número reduzido de provas. A 275 F 1 - preparada desde 1948 e lançada em 1950 - competiu pela primeira vez no circuito de Spa-Francorchamps, pela segunda no de Genebra e pela terceira em Monza, no GP da Itália. Neste último, Ascari, mesmo obrigado a se retirar, conquistou o segundo lugar na classificação geral, pilotando o carro de Serafini. Depois de receber várias modificações no inverno de 1950/51 - motor de dupla ignição, relação de compressão 11:1 e potência elevada para 360 cv 7 300 rpm -, a 375 F 1 deu à Ferrari sua primeira vitória no Campeonato Mundial: com ela, Froilan González venceu o GP da Grã-Bretanha em Silverstone (14 de julho de 1951). Em 1952 Alberto Ascari disputou as 500 milhas de Indianápolis ao volante de uma Ferrari 4 500. Não terminou a corrida devido à quebra de uma roda. No mesmo ano surgiu a 500 F 2, primeira Ferrari de quatro cilindros. Seu motor, de maior torque motriz, destinava-se à nova F 1 - que em 1954 se limitaria a 2500 cc de cilindrada. Buscavam-se também, com ele, novas soluções para a F 2. (Desde 1948 a Ferrari obtivera quatorze vitórias e oito segundos lugares na F 2; em 1951 seu motor F 2 de doze cilindros recebera duplo eixo comando de válvulas na cabeça e suspensão De Dion.) Em consequência de seu baixo nível de consumo, ótimos freios (semelhantes aos do monoposto de 4 500 cc) e bom equilíbrio geral - demonstrado pelo reduzido desgaste dos pneus, a 500 F2 cobria toda a distância de uma competição de GP sem parar no box. O torque da 500 F 2 - com a qual se conseguiu, pela primeira vez, atingir os 100 cv/l nos motores aspirados -permitiu substituir o câmbio de cinco marchas por um de quatro. Seu excelente rendimento confirmou-se com a média de Farina em Nurburgring (135 km/h, em 1953), superior à de Caracciola com o Mercedes 5000, em 1937, e à de Ascari com a Ferrari 4 500, em 1951. A 500 F 2 transformou-se em formidável trunfo para a Ferrari: devido à falta de monopostos de 1500 e 4 500 cc - acentuada pela retirada da Alfa Romeo -, disputaram-se os campeonatos mundiais de 1952 e 1953 com carros de F 2. Ascari sagrou-se bicampeão mundial e obteve dezesseis das 31 vitórias conseguidas pela 500 F 2. (Dela se produziram doze unidades, seis das quais utilizadas pela equipe oficial da fábrica.) Em 1953 prosseguiu a construção de carros grã-turismo iniciada no ano anterior. Após a Ghia, Vignale, Touring, Boano e Ellena, a Pininfarina passou a encarroçar as Ferrari. O programa comercial Pininfarina-Ferrari iniciou-se com a 195 Inter (que usou o mesmo motor de 2 341 cc do carro que vencera a Mille Miglia de 1950), seguindo-se a 212 Export (2 562 cc) e sua versão spider com motor de 2 715 cc, a 225 S. Surgiram depois a 212 Inter - um cabriolé de dois lugares -, sua versão cupê também de dois lugares - e a spider 375 América, primeira barchetta construída pela Pininfarina para a Ferrari. De 1951 a 1953, até que entrasse em vigor a nova F 1, a Ferrari construiu 21 diferentes tipos de motores. Predominavam os de doze cilindros, derivados do motor da 125 GT. Villoresi, Bracco e novamente Giannino Marzotto venceram as Mille Miglia de 1951, 1952 e 1953 com Ferrari. Além dos dois titulos mundiais de Ascari (1952 e 53), a Ferrari venceu o primeiro Campeonato Mundial de Marcas (1953). A empresa conservava a mesma estrutura inicial: de 1947 a 1953 seu quadro de funcionários aumentou somente de 241 para 269, e a produção, de três para 57 unidades. De 1954 a 1960 só se admitiam na F 1 carros com motores aspirados até 2 500 cc ou superalimentados até 750 cc. A Ferrari lançou o monoposto 625 F 1 com motor de quatro cilindros derivado da 500 F 2. Esse motor, colocado experimentalmente no carro de Taruffi no GP de Bari de 1951, deu-lhe o terceiro lugar nessa competição. No GP da Itália de 1953 estreou como carro de F 2 (2 000 cc) - com a sigla 553 F 2, pilotada por Maglioli e Cariní - a Squalo, nome sugerido pelos dois tanques laterais colocados entre os eixos (à semelhança das barbatanas do esqualo). Essa disposição dos tanques fazia com que as variações do nível de gasolina modificassem o mínimo possível a distribuição de pesos do veículo. No GP de Siracusa de 1954 González pilotou uma nova Squalo, a 555 F 1. Esse monoposto também tinha motor de quatro cilindros, um pouco diferente do motor da 625 F 1. O rendimento insatisfatório da 625 F 1 e da 555 na primeira parte da temporada de 1954 levou à construção de um novo motor (79,5 x 100 mm), um híbrido do bloco da 625 F 1 e do cabeçote da 555, que estreou numa corrida em Rouen, com Mike Hawthorn. Uma 625 F 1 deste último tipo, pilotada por González, venceu o GP da Inglaterra de 1954, derrotando os Mercedes, que participavam pela segunda vez de uma corrida naquele ano. Pilotada por Hawthorn, a Squalo venceu o GP da Espanha em Barcelona. Em 1455, com uma 625 S modificada, Trintignant venceu o GP de Mônaco. Esse carro disputou sua última corrida no GP da Grã-Bretanha. A Squalo, que se tornou Supersqualo após receber novo chassi e mais um tanque traseiro (além dos laterais), encerrou sua carreira no GP da Itália daquele ano. Além dos inconvenientes técnicos verificados - que determinaram a volta ao antigo motor de quatro cilindros (90 x 94 mm) -, Ascari e Villoresi haviam deixado a Ferrari no início de 1954, passando a integrar a equipe da Lancia. | |||

